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domingo, 12 de junho de 2011

Resenha sobre o Ambiente Corporativo

Este texto foi inspirado no artigo escrito por José Roberto Heloani e Cláudio Garcia Capitão sobre Saúde Mental e Psicologia do Trabalho.


Implicitamente, existe um novo deus no mundo: O Dinheiro! E esse deus traz consigo alguns valores que divergem dos já estabelecidos como modelo ideal. A busca pelo capital exacerbado gera ganância, egoísmo, falta de ética e inconseqüência. Aliás, neste último, está incluído a irresponsabilidade. Inconseqüência e irresponsabilidade andam de mãos dadas e acabam por arruinar não só a vida pessoal de empresários como, principalmente, de colaboradores.

O sistema capitalista traz vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Vida que, por sua vez, é feita de escolhas. O empregador tem a escolha de, por exemplo, inflar um pouco mais a sua folha de pagamento, enxergar as dificuldades no ambiente de trabalho e saná-las, entre outras alternativas que iriam disponibilizar qualidade de vida para sua equipe. Ou, ele poderia decidir por enxugar o número de funcionários, cobrar a um só tarefas que deveriam ser executadas por dois, fingir que não vê as longas jornadas de trabalho diárias feitas pela sua equipe e etc. Uma vez que a primeira alternativa reduziria consideravelmente os lucros anuais, no mundo corporativo, a segunda opção sempre “é” a melhor!

As resultantes dessa inconseqüência são conseqüências definitivamente desastrosas e, em alguns casos, irreversíveis. Dias após dia, ano após ano, o número de pessoas com alto nível de stress, união matrimonial destruída, LER/DORT, Picos hipertensivos, entre outros transtornos causados pelo clima tenso do mundo dos negócios aumenta exponencialmente. A causa dessas decisões equivocadas de vários executivos é ignorada, pois provoca um efeito interessante para os mesmos. A alta rotatividade nos cargos operacionais anula ainda mais as tentativas de descentralização dos recursos dentro de um país. Ou seja, os pobres e ignorantes, que outrora foram chamados, respectivamente, pelo governo de “carentes” e “bonifrates” continuam pobres, ignorantes e sem poder de consumo por muito tempo. Ao passo que os ricos – ou, bem-aventurados, como queira chamar – ficam mais ricos. Cenário um tanto quanto maquiavélico. E, por falar em Maquiavel, segundo o mesmo, este ambiente também é importante para os líderes públicos. No livro O Príncipe, o escritor deixa claro que quando um “Rei” permite que parte da população seja pobre, o respeito, através do medo, aparece e causa tranqüilidade ao líder governamental. O ricos não ousarão desafiar o “Rei” como medo que, ao serem tiradas suas riquezas, tornem-se pobres como a outra parte da população. Os miseráveis, por sua vez, não possuirão apoio suficiente para derrubá-lo, pois não contarão com os ricos para impor suas vontades.

Karl Marx já deixou nas entrelinhas que um dos fatores que desenvolve a economia, de certa forma, é o interesse egoísta das pessoas. O interesse pessoal e, somente, o pessoal de cada um é o que faz com que a população desenvolva atividades remuneradas. Concluímos então que todos os valores são como ferramentas que podem ser usados de forma negativa e positiva. Como, por exemplo, a programação neuro-linguística que pode ser utilizada para influenciar negativamente ou positivamente um indivíduo. O acima citado egoísmo da população, quando desfrutado no nível correto, causa desenvolvimento. Assim como a inconseqüência e irresponsabilidade que foi usada na final da Copa do Mundo de 2010, pelo jogador francês Zinedine Zidane contra a Seleção Italiana, e abrilhantou ainda mais a disputa de pênaltis. Ou ainda a ganância sadia de um vendedor que quebra paradigmas e consegue efetuar vendas extraordinárias.

Usar as ferramentas na medida certa faz a diferença e causa bem estar em si e em outrem. Viver bem também é deixar que outras pessoas vivam. Pôr a cabeça no travesseiro à noite e ter a consciência tranqüila de que fez o melhor para seus pares não tem preço. Principalmente quando essa consciência tranqüila é enriquecida pela liberdade de não ser escravo do deus implícito, o dinheiro!

Atenciosamente,

Márisson Fraga

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